Quando se fala em reserva, quase todo mundo pensa num valor só, guardado “para emergências”. Na prática, a reserva da empresa tem três destinos diferentes. Por isso, misturar tudo é o que faz a reserva sumir no primeiro aperto.
1. O dinheiro que já tem dono: impostos
Todo faturamento carrega um imposto que a empresa só paga depois. Em algumas formas de tributação, por exemplo, a empresa paga parte dele a cada três meses. Esse dinheiro está na conta, mas não é da empresa.
Como calcular: separe, a cada recebimento, o percentual de imposto que a sua empresa paga. O contador sabe dizer qual é esse percentual.
2. O dinheiro que vai vencer: equipe
Se a empresa tem funcionários, o 13º salário e as férias vão chegar, mesmo que não apareçam todo mês.
Como calcular: uma referência é separar todo mês algo perto de um quinto da folha de salários, para cobrir 13º, férias e os encargos sobre eles.
3. A reserva de verdade: os meses fracos
Só depois dos dois primeiros vem a reserva para os imprevistos: um cliente grande que sai, um mês fraco, um atraso de pagamento.
Como calcular: some as despesas fixas de um mês (aluguel, salários, pró-labore, sistemas, contador) e multiplique pelo número de meses que a empresa precisaria aguentar sem receita nova. Em geral, a referência é de três a seis meses. Quanto mais a empresa depende de poucos clientes ou de receitas que oscilam, mais perto de seis meses ela deveria ficar.
Onde guardar a reserva da empresa
- Numa conta ou aplicação da empresa, separada da conta do dia a dia.
- Com resgate rápido, porque a reserva existe para ser usada quando for preciso.
Por onde começar
Ninguém monta seis meses de reserva de uma vez. Por isso, comece separando os impostos e a parte da equipe, que são obrigatórios. Em seguida, defina um valor fixo por mês para a reserva de imprevistos e trate esse valor como uma despesa da empresa.
Se quiser descobrir quanto a sua empresa deveria ter guardado, fale com a ATTENT pelo WhatsApp.